terça-feira, 15 de maio de 2012

Recortes de uma celebração...

Realizou-se ontem no Grande Auditório a Culturgest, em Lisboa, a entrega do Prémio Pessoa 2011 a Eduardo Lourenço, condecoração já noticiada neste blog. O prémio foi entregue pelo Senhor Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e pelo Presidente do Júri, Francisco Pinto Balsemão. Ler Eduardo Lourenço lamenta não ter podido estar presente numa cerimónia que, uma vez mais, reconheceu  o trabalho incansável e em construção do Autor ao serviço de um pensamento crítico, mas deixa aos seus visitantes alguns recortes da imprensa de hoje. Afinal, como relata o Correio da Manhã na página 39, todos «somos puros mutantes (...) para viagens sem itinerário».
Correio da Manhã, p. 39
Presidente da República e Presidente do Júri aplaudem Eduardo Lourenço

Diário de Notícias, p.47
O Presidente da República entrega Prémio a Eduardo Lourenço.

Público, p. 28
Secretário de Estado da Cultura e o galardoado.

Jornal de Notícias, p. 43.
«Precisamos de E. L. para nos ajudar a reflectir sobre muitas questões que atravessam e afligem o nosso tempo», sublinhou o presidente do júri, Dr. Pinto Balsemão.

Correio da Manhã, p. 2
Assinala-se a exemplaridade da obra do Autor.


Público, Ter 15 Maio 2012, p. 46
«O vintage dos prémios Pessoa».




Por ocasião da distinção, a RTP exibe hoje, no canal 1, às 22.38, o documentário autobiográfico Regresso Sem Fim. Para quem ainda não teve a oportunidade de ver este filme realizado por Anabela Saint-Maurice e no qual intervêm também Pedro Mexia, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Angel Marcos de Diós, Fernando Rodriguez la Flor e o Dr. Adriando de Faria (irmão mais novo do ensaísta), esta é claramente uma ocasião a não perder.

Correio da Manhã, p.46

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Uma semana rosa(...) em três andamentos!


1. No sábado passado, no Auditório da Feira do Livro em Lisboa, realizou-se o lançamento oficial do novo livro de Eduardo Lourenço. Na sessão, merecem especial destaque as intervenções do Autor e da Coordenadora deste volume, Barbara Aniello. Assim, depois de a investigadora italiana ter relatado o processo que conduziu à edição de Tempo da Música, Música de Tempo e que, tal como afirmou a Ler Eduardo Lourenço, corresponde apenas a um terço do material encontrado e transcrito (que, como já aqui se noticiou, será integrado num dos volumes das Obras Completas) Eduardo Lourenço deliciou os presentes com uma intervenção apaixonada (e apaixonante) sobre a sua relação com a música, desde os tempos felizes de S.Pedro do Rio Seco.

Foto Ler Eduardo Lourenço

Foto Ler Eduardo Lourenço


2. Entretanto, ontem, quinta feira, Eduardo Lourenço publica na revista Visão a sua perspectiva sobre as recentes eleições presidenciais de França. O título do texto (La vie en rose...) talvez seja enganador quanto à leitura que o ensaísta faz das implicações da vitória de François Hollande, quer no seu país de adopção, quer na Europa (e, portanto, em Portugal). Mas as reticências do título indiciam, de certa forma, o tom moderadamente esperançoso com que Eduardo Lourenço lê o regresso de um socialista ao Eliseu. Devido à raridade das intervenções políticas de fundo do autor, nos últimos meses, Ler Eduardo Lourenço considera que se justifica a reprodução do texto que na manhã de ontem chegou às mãos dos leitores da Visão.






3. Na próxima segunda feira, dia 14, em sessão que evoca os vinte cinco anos do Prémio Pessoa, será entregue um dos mais importantes galardões da cultura portuguesa ao vencedor de 2011, Eduardo Lourenço. Eis o programa oficial da sessão:

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Feira do Livro em Lisboa

Decorre amanhã, sábado dia 5, pelas 16 horas, no Auditório da Feira do Livro em Lisboa, o lançamento oficial de Tempo da Música, Música do Tempo, o livro mais recente de Eduardo Lourenço (na foto, autografando algumas das suas obras durante a edição do ano passado da Feira), publicado pela Gradiva. Para além do autor estará presente a musicóloga Barbara Aniello, responsável pela edição deste volume que, como já aqui foi dito, reúne textos inéditos sobre diversas composições e compositores musicais. Um evento, naturalmente, a não perder.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Coimbra, Tempo de Velhos Conhecidos

Foto Ler Eduardo Lourenço

Ler Eduardo Lourenço testemunha por imagens um dia inesquecível passado ontem em Coimbra. Depois do colóquio no renovado Edifício das Caldeiras, que teve como um dos seus momentos mais altos a leitura de um extraordinário texto da Doutora Maria Helena da Rocha Pereira, os participantes pararam num restaurante académico para almoçar. É realmente uma honra e sobretudo um prazer ouvir estes dois Grandes Amigos e Condiscípulos a pensar em voz alta.
Foto Ler Eduardo Lourenço

Convidada a apresentar o documentário Regresso sem Fim - Com Eduardo Lourenço, realizado com Mestria por Anabela Saint-Maurice, a notável escritora Hélia Correia (que, como se sabe, é uma das partcipantes no filme) fê-lo de um modo luminoso e mágico. Ei-la aqui, na companhia do seu Amigo Eduardo Lourenço, durante um singularíssimo passeio pelas ruas da Alta de Coimbra.
Foto Ler Eduardo Lourenço

E, por fim,  o Professor voltou a ser Estudante... Mia Couto, biólogo, escritor, moçambicano, deu uma aula aberta, com o título provocador Indisciplina Científica, no Instituto Botânico da Universidade de Coimbra e Eduardo Lourenço fez questão de assistir. Foi outro acontecimento que maravilhou todos aqueles que tiveram oportunidade de assistir. No fim da sessão, após Mia Couto ter agradecido a Eduardo Lourenço, com sincera emoção, a epígrafe que este, quase por acaso, lhe ofereceu para o seu livro A Varanda do Frangipani, o ensaísta, especialmente sensibilizado pela peculiaríssima aula a que teve direito neste regresso à sua Universidade, sintetizou a sessão com uma das suas fórmulas certeiras: «Depois desta aula de Mia Couto, que, para além de biólogo e escritor, é antes de mais um extraordinário ser humano, sinto-me como se estivesse acabado de ouvir, ao mesmo tempo, Lévi-Strauss e São Francisco de Assis!».

Coimbra ou o Tempo do Conhecimento










sexta-feira, 20 de abril de 2012

Volta Beirã

Ler Eduardo Lourenço já por diversas vezes se referiu ao desvelo e à dedicação com que o Centro de Estudos Ibéricos(CEI) trata personalidade e à obra do ensaísta. Nada mais justo, aliás, porque Eduardo Lourenço esteve, como é sabido, na origem do CEI. As iniciativas sucedem-se e a criatividade e a persistência dos Amigos da Guarda parece não ter fim. Seria fastidioso evocar aqui todas as actividades e edições que o CEI tem promovido, com a sua reconhecida chancela de qualidade, ao longo dos últimos anos. O trabalho, tutelado institucionalmente pela autarquia egitanense e pelas Universidades de Coimbra e de Salamanca e levado a cabo por pessoas como o Dr.Virgílio Bento (Vereador da Câmara Municipal da Guarda), Dr. Rui Jacinto (Comissão Executiva) e da tão simpática como eficiente Drª. Alexandra Isidro (Coordenadora Local), é por demais conhecido dos visitantes mais atentos deste blog.
Eduardo Lourenço, o (e)terno olhar é uma espécie de volta beirã, a realizar na próxima semana, com paragens em Coimbra e na Guarda, tendo como pretexto a atribuição do Prémio Eduardo Lourenço ao escritor Mia Couto. Mas, como se pode ver a seguir, a programação é bem mais vasta e diversificada. E, arrisca Ler Eduardo Lourenço, rigorosamente a não perder.